sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Folha de São Paulo mostra descontentamento de Henrique com Lula

De favorito a azarão nas eleições ao governo do Rio Grande do Norte, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), já escolheu um culpado para seu eventual fracasso nas urnas: o ex-presidente Lula.

Deputado há 44 anos e em segundo lugar na disputa local, ele não se conforma com o vídeo de apoio ao seu rival –o vice-governador Robinson Faria (PSD)– gravado por Lula na reta final do primeiro turno, quando o peemedebista liderava e sonhava com uma vitória já nessa etapa.

"Olhem como a política também tem suas injustiças", afirmou Alves, na noite da última quarta (22), em comício acompanhado pela Folha em São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal.

"Eu vejo agora, para minha tristeza, o presidente Lula na televisão pedindo votos a governador para um sujeito que ele nunca viu na vida dele."
Cláudio Abdon/Divulgação
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), faz campanha em Natal (RN)
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), faz campanha em Natal (RN)
"Eu acho que ele só viu o candidato Robinson naquele dia em que, a pedido do PT, ele foi fazer a gravação [do programa de TV]. Se amanhã passarem numa calçada Lula e ele, eu acho que Lula nem vai mais se lembrar da cara dele", disse o candidato.

Ao longo de quase todo o primeiro turno, Lula e a presidente Dilma se mantiveram longe da disputa potiguar.

De um lado, o PT está na coligação de Robinson. De outro, Alves é o atual presidente da Câmara, e o PMDB é um aliado fundamental para o governo no Congresso.

Alves, que lidera uma coligação de 17 partidos, incluindo o PSDB de Aécio Neves, liderou todas as pesquisas do primeiro turno e, nas urnas, venceu o rival por 47% a 42%.

Tanto a equipe de Alves como a de Robinson atribuem à participação de Lula o fato de a disputa não ter acabado no primeiro turno.
Agora, o vice-governador está na dianteira das pesquisas, e o apoio do ex-presidente na TV tem sido usado também no segundo turno.

Para tentar equilibrar o jogo, Alves passou a usar um depoimento de seu
 correligionário de maior proeminência, o vice Michel Temer (PMDB).

A presidente Dilma, ignorada por Alves nos discursos acompanhados pela Folha na última quarta, não foi ao Estado na campanha e não declarou apoio a ninguém.
Alves resolveu externar sua indignação com Lula em São Gonçalo do Amarante, onde foi construído um novo aeroporto para a Copa do Mundo.

O empreendimento, que já opera mas ainda parece inacabado, foi batizado com o nome do pai do candidato, o ex-governador Aluízio Alves. Mas, nesse discurso, o presidente da Câmara o chamou de "aeroporto de Henrique".

"Presidente Lula, o senhor deveria era dizer ao Rio Grande do Norte que foi Henrique Eduardo Alves que deu [o aeroporto]", disse o candidato.

Em conversa com a Folha na semana passada, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) comentou a atuação de Lula na campanha de Robinson. "O Henrique preferiu outra aliança. A gente faz escolhas na vida. Ele fez um outro caminho, nos excluiu da chapa dele. É uma escolha que eles fizeram. Não fomos nós". 

Candidatos encerram campanhas em Macaíba nesta sexta-feira

Os candidatos ao Governo do Estado intensificaram a programação de campanha para a reta final do segundo turno das eleições. Nesta sexta-feira (24), Henrique Eduardo Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD) honram compromissos na Grande Natal. 

Confira as agendas

Henrique Eduardo Alves (PMDB)
07h - Visita à Ceasa.
09h - Caminhada no Conjunto dos Guarapes.
11h - Visita ao Centro da Cidade Alta.
15h - "Carreata do 15" em Parnamirim 
17h - "Carreata do 15" em Macaíba 
17h - Carreata na Zona Norte de Natal – Prefeito Carlos Eduardo.

Robinson Faria (PSD) 
10h – Participa da "Caravana da Vitória" na Zona Oeste de Natal
15h - Participa da "Caminhada das Mulheres Pró Dilma e Robinson" no Alecrim.
18h30 - "Caravana da Vitória" em Macaíba.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

TJRN determina que Governo do Estado convoque 824 aprovados no concurso da PM

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinou que o Governo do Estado convoque os 824 candidatos aprovados no concurso da Polícia Militar. A decisão, do juiz Cícero Martins, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

A decisão atende o pedido feito pela Associação dos Praças da Polícia Militar do RN (Aspra-RN). De acordo com o magistrado, o Governo deve dar continuidade às etapas do concurso e inscrever os aprovados para o Curso de Formação de Soldados e, após o resultado, realizar a promoção dos aprovados ao cargo de soldados. 
Alberto LeandroConcurso é de 2005 e juiz afirma que convocação não compromete a LRFConcurso é de 2005 e juiz afirma que convocação não compromete a LRF

“Há orçamento para tanto, pois é obrigação do Estado, que não conseguiu concluir correta e legalmente o concurso, arcar com esse ônus que não comprometerá o chamado limite prudencial, já que haverá uma decisão judicial a respaldar o dispêndio”, explica o juiz. Segundo ele, embora o ingresso dos novos soldados na Polícia Militar não solucione os problemas da segurança pública, vai contribuir para que melhore.

Os resultados de todas as fases do concurso deverão ser publicados no Diário Oficial do Estado.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Ministério libera R$ 12 milhões para combater desnutrição infantil

(Saúde da Criança)

Em 10 anos, Brasil reduziu pela metade o percentual de crianças com menos de cinco anos desnutridas. Recurso se destina a municípios pequenos de todo o Brasil

O Ministério da Saúde autorizou, nesta sexta-feira (17), o repasse de R$ 12 milhões para combater a desnutrição infantil. Os beneficiados são 216 municípios de pequeno porte, a maioria no Norte e Nordeste e com menos de 20 mil habitantes, onde ainda mais de 10% das crianças menores de cinco anos estão abaixo do peso ideal para a idade. Esta é a terceira parcela enviada às cidades que aderiram à Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil (ANDI), totalizando R$ 33 milhões.

Os avanços brasileiros na redução da desnutrição infantil nas últimas décadas foram muito expressivos, representando uma queda de quase três vezes no déficit de peso para idade e de duas vezes no déficit de altura para idade em crianças menores de cinco anos somente no período de 1996 a 2006. Dados da última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS), realizada em 2006, indicam que apenas 1,8% das crianças ainda apresentavam déficit de peso, bem menor que o índice registrado em 1996, 4,2%. No Nordeste, os progressos são ainda mais expressivos, saindo de 6,3% para 2,2% em dez anos.

“Apesar das conquistas realizadas nos últimos anos, ainda há municípios brasileiros, sobretudo no interior do Norte e Nordeste, em que parte da população infantil convive com carências nutricionais. A ANDI é uma proposta do Ministério da Saúde para estruturar ações de alimentação e nutrição aos municípios que enfrentam este desafio”, destaca o secretário de Atenção à Saúde, Fausto Pereira dos Santos.

Para receber os recursos, os gestores locais se comprometem a enfrentar os determinantes sociais que causam a desnutrição, ampliando o acompanhamento das condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família e a abrangência do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), e a melhorar a identificação e o acompanhamento de crianças com desnutrição ou atraso no desenvolvimento infantil, com busca ativa, visitas domiciliares e melhor acolhimento no Sistema Único de Saúde. Dos 238 elegíveis, 216 cumpriram a meta. “Há evidências científicas que comprovam que quando as crianças do programa Bolsa Família são acompanhadas, há melhoria na sua condição nutricional”, destaca a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.

Recente pesquisa realizada pelos Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome indica que a desnutrição crônica caiu 51,4% entre as crianças do programa Bolsa Família em cinco anos. De acordo com a pesquisa “Evolução temporal do estado nutricional das crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família”, em 2008, 17,5% das crianças entre zero e cinco anos analisadas estavam abaixo da estatura indicada para a idade. Após quatro anos sob os cuidados dos profissionais do Sistema Único de Saúde, o índice desse mesmo grupo de crianças caiu para 8,5%, queda de nove pontos percentuais.

Ao contrário da desnutrição aguda, determinada pelo baixo peso, a desnutrição crônica reflete longos períodos expostos a situações de fome e miséria, inclusive, no ventre da mãe, comprometendo o crescimento da criança. A altura média dos perfis analisados aumentou devido a melhoria nutricional e do acesso à saúde, garantido pelo Bolsa Família. Em 2008, os meninos de cinco anos de idade mediam 107,8 cm, e, em 2012, chegaram a 108,6 cm. Já as meninas passaram de 107,2 cm para 107,9 cm. Neste estudo, foram analisadas 362 mil crianças beneficiadas pelo programa por cinco anos consecutivos, entre 2008 e 2012.

A verba repassada aos municípios pode ser utilizada nas ações relacionadas à organização da atenção nutricional, na qualificação profissional, na realização de oficinas com a comunidade sobre alimentação e nutrição, aleitamento materno e outros cuidados e também na contratação de profissionais para apoiar o cuidado integral à saúde da criança. A desnutrição na infância  pode prejudicar o desenvolvimento, causar doenças infecciosas e respiratórias, comprometer o aproveitamento e a capacidade produtiva na idade adulta e até levar à morte.

O Ministério da Saúde investiu R$ 30 milhões para ampliar o programa de suplementos nutricionais, que inclui a distribuição de sulfato ferroso para crianças de seis a 24 meses em todas as UBS do país e da vitamina A para crianças menores de cinco anos. Cerca de 2,3 milhões de crianças já foram beneficiadas com a Vitamina A, em 2014, no Brasil.

A Politica Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008. Até o ano passado, 5.700 profissionais de saúde das equipes de atenção básica foram qualificados a orientar as mães como proceder na alimentação do primeiro ano de vida.

A diminuição da pobreza obtida pelo programa brasileiro de transferência de renda - o Bolsa Família - é um forte fator para a redução dos óbitos infantis. Para continuar recebendo o benefício, as famílias precisam manter atualizado o cartão de vacinação das crianças até sete anos, fazer o acompanhamento médico de gestantes, bebês e mães em fase de amamentação, além do acompanhamento do desenvolvimento das crianças da família.

A revista científica britânica The Lancet, em maio de 2013, constatou que o Bolsa Família, atrelado à expansão da estratégia Saúde da Família, contribuiu para a redução em 19,4% da mortalidade de crianças até cinco anos. Os números mostram que a redução foi ainda maior quando se considerou a mortalidade por causas específicas, como desnutrição (65%) e diarreia (53%).

ANDI – A agenda foi instituída em 2012 com o objetivo de apoiar a estruturação e qualificação de ações para o enfrentamento da desnutrição infantil na Rede de Atenção à Saúde nos municípios com menos de 150 mil habitantes que apresentam prevalência de déficit de peso para idade em crianças menores de cinco anos maior ou igual a 10%, segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN).

EAJ apresenta dispositivo para consulta audível de preços na Cientec


(Escola Agrícola de Jundiai)


Durante a XX Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC), que ocorre de 21 a 24 de outubro no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), alunos do curso técnico de Informática da Escola Agrícola de Jundiaí apresentam protótipo de módulo audível para leitor de código de barras, o qual pode ser utilizado, por exemplo, para consulta de informações de produtos, como preço e data de validade. O protótipo é baseado em tecnologia de microcontroladores e possui aplicabilidade principal em acessibilidade para deficientes visuais.


Desenvolvido pelos estudantes Nathália Simplício, Jônas Florêncio e José Lindemberg, sob orientação do professor Josenalde Barbosa de Oliveira, o protótipo foi criado sobre a plataforma de desenvolvimento Arduino, na qual um algoritmo decodifica o dado obtido por leitor de código de barras e retorna em áudio as informações associadas ao produto por meio de consulta a banco de dados. Assim, permite maior autonomia aos usuários com deficiência visual que utilizarem o equipamento.

De acordo com Josenalde, o protótipo começou a ser desenvolvido em 2013 e contou com o apoio do Instituto de Cegos de Natal. “A acessibilidade em estabelecimentos comerciais tem chegado aos poucos, porém, ainda não cobre todos os tipos de deficiências. Portadores de deficiência visual grave frequentam estabelecimentos comerciais sem acesso às informações sobre determinado produto. A partir de levantamento inicial de requisitos e viabilidade por meio de entrevistas no Instituto de Cegos de Natal, foi possível desenvolver um equipamento que atendesse às necessidades deste público”.

O protótipo poderá ser testado pelos visitantes no estande de número 42 no Pavilhão 5 - Área Tecnologia.

Projetos anteriores
O professor Josenalde tem orientado outros trabalhos na área de acessibilidade para deficientes visuais. Em 2012, juntamente com alunos pesquisadores, apresentou também na CIENTEC um equipamento para auxiliar os cegos a localizar objetos e locais. Na época, o projeto foi um sucesso de público e os alunos foram premiados em 2013 com a medalha de bronze, categoria melhor projeto de engenharia, na Expo MILSET Brasil (Movimento Internacional para o Recreio Científico e Técnico).

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Promotores esperam 100 mil visitantes na Cientec

Cerca de 100 mil pessoas são esperadas durante a visitação aos quatro dias da 20ª Semana de Ciência e Cultura (Cientec) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que foi aberta, na manhã desta terça-feira (21), no auditório da Escola de Música. Durante a abertura, houve apresentações do Grupo Parafolclorico da UFRN e também do grupo Conexão, de Felipe Camarão, que fez homenagem ao Boi de Reis de Manoel Marinheiro. A feira ocorre até o dia 24 de outubro.

Segundo a reitora da UFRN, o grande público da Cientec será de crianças e jovens estudantes. Para ela, é uma forma de aproximar os jovens da instituição e despertar o interesse pela ciência. "Durante a feira, eles podem observar e se envolver com questões científicas. Muitos deles podem fazer aqui as escolas do futuro. É uma grande mostra do que fazemos para a sociedade norte-riograndense. Esse é o recado da Cientec, que temos conseguido um efeito multiplicador do conhecimento que nós construímos", disse a reitora.

A reitora destacou que, além dos eventos culturais distribuídos em quatro polos, a parte científica terá 18 eventos, que eram espalhados durante o ano, mas agora foram concentrados o único evento "para atrair mais pessoas em todos os auditórios da UFRN".

Palestra

O professor e escritor paulista Pedro Bandeira, 72 anos, com mais de 80 livros publicados e cerca de 23 milhões de exemplares vendidos, proferiu a conferência de abertura. Com o tema "Ler ou não ser", ele enalteceu a importância de se oferecer o conhecimento à população. 

"Por que o Brasil tem 514 anos e só há 20 tem-se essa Cientec? Isso é uma prova de que o Brasil só tem 20 anos. Nunca antes fomos tão democráticos, nunca tivemos acesso ao conhecimento, hoje isso é um simbolo de um Brasil novo, imagine o Brasil daqui a uma ou duas gerações, vamos dar um baile no mundo", disse.

sábado, 18 de outubro de 2014

"Pesquisa detecta tendência, não pode ser considerada retrato fiel da realidade"

(Pesquisa eleitoral em debate)

 A falta de convicção do voto declarado pelos entrevistados e a anulação involuntária do voto — em razão da inabilidade de muitos eleitores com a urna eletrônica — estão entre os fatores que explicam a disparidade dos números das pesquisas eleitorais em relação aos resultados do primeiro turno das eleições gerais de 2014, afirma o estatístico Marcos Oliveira, do DataSenado. Uma das discrepâncias verificadas diz respeito à guinada do candidato Aécio Neves (PSDB), que ultrapassou e venceu com boa margem Marina Silva (PSB), passando para a disputa no segundo turno contra Dilma Rousseff (PT). No primeiro turno, Dilma teve quase 42% dos votos válidos, Aécio teve perto de 34% e Marina, 21%. 

Edilson Rodrigues/Agência SenadoOliveira comenta resultados das pesquisas no primeiro turnoOliveira comenta resultados das pesquisas no primeiro turno

A pesquisa Datafolha de 4 de outubro (um dia antes da votação) apontou 44% para Dilma, 26% para Aécio e 24% para Marina. “Eu também acredito que os indecisos tiveram papel preponderante nesses resultados, e indeciso é difícil você mensurar”, diz o estatístico.

Os institutos de pesquisa mais conhecidos, como Ibope e Datafolha, registraram uma média de 7% de indecisos nos últimos levantamentos feitos antes do primeiro turno. À tomada final de posição dos que se declaravam indecisos, e que aparentemente em sua maioria votaram em Aécio, soma-se outra variável importante: a incapacidade dos institutos de medir se a intenção de voto se concretiza, já que o eleitor pode mudar de ideia, registra Marcos Oliveira. 

Além disso, os entrevistados podem ter indicado para os entrevistadores voto diferente daquele que pretendiam dar, seja por vergonha, desinteresse ou desconfiança em relação ao instituto pesquisador. “Os resultados foram mesmo surpreendentes, evidenciam a limitação das pesquisas e servem como lição: é um alerta para a gente ler os levantamentos de intenção de voto com cuidado”,   pondera Marcos.

Ele acrescenta, porém, que as distorções são às vezes superestimadas porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga somente os votos válidos (total dos votos menos nulos, brancos e abstenções) enquanto as pesquisas consideram todos os votos (incluindo, portanto, nulos e brancos). ”É necessário comparar valores semelhantes, o que diminuiria a sensação de discrepância entre os resultados.

Marcos Oliveira ressalta que, conforme têm dito os próprios institutos, as pesquisas detectam tendências, não podem ser consideradas um retrato fiel da realidade.